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domingo, 21 de agosto de 2022

Caminhos e descaminhos da Educação no Brasil


Diante de tantos desafios que o Brasil tem enfrentado nos últimos anos – pandemia e a discussão sobre vacinas, retorno da inflação, governo errático, para ficarmos só com alguns –, talvez a educação seja o maior deles. Porque a crise na educação brasileira não é recente, não é de hoje, apesar de ter sido exponenciada nos últimos anos – e o País ter cinco ministros da área em menos de quatro anos talvez seja a síntese da crise educacional pela qual o Brasil enveredou. Não vale falar aqui de questões pastorais, disputa de influências e pedidos e propostas canhestras. Tudo isso é mais consequência do que causa. O fato é que a educação brasileira é como um grande e pesado avião que tem tido vários percalços em sua viagem rumo ao futuro. Só que, diferentemente das viagens dos aviões de carreira, a turbulência intermitente é a regra, não a exceção. E o destino ainda parece incerto.

No livro A Escola Pública em Crise, resultado de um seminário internacional realizado em 2019 na Faculdade de Educação da USP (FE-USP), é dito na apresentação: “Entendemos que o campo da educação e a escola pública mais especificamente vivem uma crise histórica”. Mas, afinal, que crise é essa que tem na escola pública seu ponto de partida mas não se resume a ela? “Naquele momento, entendíamos que havia uma crise estrutural, que tinha a ver já com um governo federal que assumiu o poder desprovido de qualquer compromisso com uma pauta educacional. Entendíamos que o Brasil estava sem projeto e sem rumo no tocante às políticas educativas. Acreditamos que o cenário que visualizávamos naquele ano de 2019 apenas se aprofundou”, explica a professora e pesquisadora da FE Carlota Boto, uma das organizadoras do volume. 

“Nos últimos anos, nós tivemos sucessivas trocas de ministros da Educação, sem que houvesse uma diretriz sobre qual é a orientação a ser dada para a melhoria do ensino público. Se nós perguntarmos quais são as prioridades das políticas públicas no campo da educação, não saberemos responder a essa pergunta”, avalia ela. Já para Bernardete Gatti, conselheira da Câmara de Educação Superior e integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, o desafio é “privilegiar o bem comum, o bem público, o respeito à diversidade, mantendo princípios éticos e sociais, sem desesperançar”. “O panorama hoje se nos apresenta repleto de dilemas desorientadores”, afirmou ela em recente entrevista ao Jornal da USP.

Entre esses dilemas parece estar a inescapável questão tecnológica e o chamado letramento digital – tanto solução quanto problema quando o quadro a ser compreendido é o da educação. Para o professor sênior do Instituto de Física da USP (IF) e coordenador acadêmico da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do IEA, Luís Carlos de Menezes, se os anos de pandemia “escancararam e aprofundaram as desigualdades do País, especialmente na educação”, eles também tiveram outro condão: “difundir recursos tecnológicos de informação e comunicação que se mostraram importantes para o ensino”, afirmou ele recentemente ao Jornal da USP. E aí talvez residam o problema e o dilema tecnológico. O pesquisador e professor da Faculdade de Educação Ocimar Alavarse comenta que os dados indicam uma defasagem na leitura e resolução de problemas matemáticos por parte dos alunos. “Essas duas competências são muito importantes”, diz. “A capacidade de leitura interfere no aproveitamento de todas as disciplinas da escola, assim como na resolução de problemas, que, embora associada à matemática, diz respeito à lógica e ao raciocínio”, afirmou ele, em entrevista à Rádio USP, sobre a mudança no Ensino Médio. 

Sem planejamento, sem futuro?
Políticas públicas: talvez essas sejam as palavras mágicas que poderiam abrir as portas para um futuro mais promissor da educação no Brasil – e para todos os envolvidos, não só na escola básica, mas em todos os níveis. Mas essas palavras parecem esquecidas, em um mutismo governamental que não vem necessariamente de hoje. E isso, ao se falar de um Ministério da Educação que tem uma verba de quase R$ 160 bilhões. Mas o problema, aparentemente, não é falta de dinheiro. “O problema da educação no Brasil é um problema que envolve, sim, o financiamento. Mas envolve também o uso da verba. A impressão que dá é a de que o MEC hoje não sabe onde aplicar seus recursos. Não há projetos, não há diretriz, não há orientação. Falta interesse em investir na educação pública”, analisa Carlota Boto. “Esse atual governo federal não tem projeto para a educação. Aquilo que foi desenhado pelos últimos governos também não ajuda. A BNCC do Ensino Médio, por exemplo, desmontou com as disciplinas clássicas dessa etapa de ensino. Assim, pode-se perguntar como se dará a formação de um jovem, se essa formação não contempla uma sólida base de História, de Filosofia e de Geografia, para citar somente três exemplos”, afirma a professora da Faculdade de Educação, se referindo à Base Nacional Comum Curricular, o instrumento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação. 

Nessa falta crônica de planejamento – que coloca em risco um futuro mais tangível para milhões de brasileiros – acaba-se, também, se perdendo aquilo que foi conquistado. É o caso do Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. O instituto – que leva o nome de um dos principais educadores da história brasileira, ao lado de nomes como Paulo Freire e Darcy Ribeiro, que não encontraram sucessores do mesmo nível em um passado recente – fornece a base de dados para a realização de levantamentos estatísticos e avaliações em todos os níveis e modalidades de ensino, como o Enem. Mas a recente crise no Inep, no final do ano passado, quando um grupo de servidores do instituto – às vésperas do Enem – solicitou afastamento alegando “falta de comando técnico” e “clima de insegurança e medo”, colocou todo o trabalho em risco. 

A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA


São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, um exemplo disso são as crianças que se encontram no 6ºano do ensino fundamental e não dominam habilidade de ler e escrever.

Esse fato é resultado direto do que acontece na estrutura educacional brasileira, pois praticamente todos os que atuam na educação recebem baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes.
As avaliações implantadas pelo governo para avaliar a educação brasileira apresentam números desanimadores, isso se tornou uma situação insustentável que não pode continuar.

Em setembro de 2006, um grupo de empresários e políticos, com a participação dos meios de comunicação em massa, firmou um compromisso denominado de Todos pela Educação. Nessa mobilização ficaram definidas algumas metas a serem alcançadas até 7 de setembro de 2022. São elas:

- Todo indivíduo com idade entre 7 e 17anos deverá estar na escola.
- Todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura.
- Os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série.
- Todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio).
- Garantia de investimentos na Educação Básica.

Números que retratam os problemas da educação brasileira:

• Hoje, no Brasil, de 97% dos estudantes com idade entre 7 e 14 anos se encontram na escola, no entanto, o restante desse percentual, 3%, respondem por aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com idade escolar que estão fora da sala de aula.

• Para cada 100 alunos que entram na primeira série, somente 47 terminam o 9º ano na idade correspondente, 14 concluem o ensino médio sem interrupção e apenas 11 chegam à universidade.

• 61% dos alunos do 5ºano não conseguem interpretar textos simples. 60% dos alunos do 9ºano não interpretam textos dissertativos.

• 65% dos alunos do 5ºano não dominam o cálculo, 60% dos alunos do 9º ano não sabem realizar cálculos de porcentagem.

Medidas que possivelmente poderão combater os índices acima apresentados:
• Mobilização da sociedade para a importância que a Educação exerce.

• Direcionamento de recursos financeiros para escolas e professores.

• Valorização do profissional da educação.

• Implantação de medidas políticas educacionais a longo prazo.

Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola

sábado, 20 de agosto de 2022

'Visitar a Europa é um privilégio, não um direito humano': os países da UE que estão fechando as portas para turistas russos


Quase seis meses após o início da invasão da Ucrânia ordenada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, as portas de alguns países da União Europeia (UE) começam a se fechar para os cidadãos russos.

Os governos da Estônia e da Finlândia estão liderando uma iniciativa que busca impedir o acesso de turistas russos ao espaço Schengen de livre circulação, que inclui 22 países membros da União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
"Não é correto que os cidadãos russos possam viajar, entrar no espaço Schengen europeu, ser turistas, ver as paisagens, enquanto a Rússia está matando pessoas na Ucrânia. Isso está errado", disse na terça-feira (16/08) a primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, durante uma entrevista coletiva em Oslo, capital da Noruega.

A posição dela foi reforçada pela primeira-ministra da Estônia, que escreveu no Twitter:
"Visitar a Europa é um privilégio, não um direito humano".

E acrescentou:

"É hora de acabar com o turismo da Rússia agora".

Desde a invasão da Ucrânia, a União Europeia proibiu voos provenientes e com destino à Rússia.

Mas as fronteiras terrestres permaneceram abertas, de modo que muitos russos viajaram por terra para a Finlândia e a Estônia, dois países da União Europeia com os quais a Rússia faz fronteira, e de lá pegaram voos para outros destinos do espaço Schengen.

Na semana passada, a emissora pública finlandesa YLE informou que empresas russas estão oferecendo traslados terrestres de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, para os aeroportos de Helsinque e Lappeenranta, na Finlândia, de onde podem voar para vários destinos europeus.

Restrições à circulação
Alguns países da União Europeia, como a Letônia, começaram a suspender a emissão de vistos para turistas russos devido à guerra, mas essas medidas são ineficazes sem uma decisão que afete todos os membros do espaço Schengen.

De acordo com as regras dessa zona de livre circulação, o turista deve solicitar um visto do país que pretende visitar, mas, quando o obtém, pode entrar no espaço Schengen por qualquer um dos países membros e transitar livremente por 90 dias durante um período de 180 dias.

Espanha, Itália e Grécia são os três países que mais emitem vistos de turista para cidadãos russos.

No mês passado, a Finlândia e a Estônia fizeram um apelo para abordar o tema de forma conjunta dentro da União Europeia, para fechar o que consideram uma "brecha" nas sanções impostas à Rússia que permite que seus cidadãos viajem por terra, enquanto estão proibidos de voar ou viajar de trem para a União Europeia.

No caso da Finlândia, que havia mantido suspensa a emissão de vistos a cidadãos russos devido à pandemia de covid-19, voltou a emiti-los em julho passado, embora em quantidades muito inferiores ao que emitia antes.

No entanto, o governo já anunciou planos para reduzir o número de agendamentos para solicitações de visto na Rússia — de 1 mil para 500 por dia, dos quais apenas 100 serão destinados a turistas.

Enquanto isso, a primeira-ministra, Sanna Marin, disse que a questão dos vistos para os cidadãos russos deve ser discutida pela União Europeia.

Conforme noticiou a emissora YLE, isso deve acontecer em 31 de agosto, durante a cúpula dos ministros das Relações Exteriores da Europa.

"Acho que nas futuras reuniões do Conselho Europeu, esse tema vai surgir ainda com mais força. Minha posição pessoal é que o turismo deve ser restringido", disse Marin à YLE.

Objeções em Moscou… e na Alemanha
Os apelos para proibir o turismo russo geraram indignação na Rússia, e não apenas no Kremlin.

Nas redes sociais, algumas figuras da oposição questionaram a ideia, considerando que alimenta a propaganda antiocidente do governo — e não facilita uma solução para o conflito na Ucrânia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou a iniciativa, dizendo que com o tempo "o bom senso se manifestará e aqueles que fizeram tais declarações cairão em si".

A proposta também encontrou forte resistência do chanceler alemão, Olaf Scholz.
"Esta não é a guerra do povo russo. Esta é a guerra de Putin, e temos que ter muita clareza sobre este assunto", declarou Scholz durante uma entrevista a jornalistas na capital da Noruega, Oslo, na terça-feira.

"É importante que entendamos que há muita gente fugindo da Rússia porque discorda do regime russo", acrescentou.

Mas aqueles que defendem a proibição não estão alheios a essas nuances, como indicou a própria primeira-ministra finlandesa.

"Não é uma questão preto no branco, também existem diferentes tons de cinza. Também há muita gente na Rússia que é contra a guerra, que está sob ameaça...", afirmou.

Para resolver esse dilema, a Finlândia está considerando a criação de um visto humanitário que poderia ser concedido a cidadãos russos que precisem fugir do país ou viajar para a Europa para participar de atividades relacionadas a grupos de pressão ou trabalho jornalístico.

Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem uma posição muito clara sobre o tema, que manifestou na última segunda-feira em entrevista ao jornal americano The Washington Post.

'Fadiga da decisão': Pensar muito pode intoxicar o cérebro; entenda


Se esforçar muito mentalmente enquanto trabalha ou enquanto estuda faz com que as pessoas se sintam esgotadas. Uma nova pesquisa pode explicar porque isso acontece, pois mostra que pensamentos mais intensos e prolongados podem intoxicar o cérebro.
O estudo de pesquisadores do Instituto Cérebro de Paris, publicado na revista científica Current Biology no dia 11 de agosto, explica que, com o aumento de toxinas no cérebro, o controle de cada pessoa sobre as próprias decisões pode ser alterado.

Segundo Mathias Pessiglione, da Universidade Pitié-Salpêtrière, em Paris, e um dos autores do estudo, outras teorias defendiam que a fadiga é uma "ilusão inventada pelo cérebro" para nos fazer parar alguma atividade em prol de fazer outra que seja mais gratificante. No entanto, o novo estudo contrapõe essa ideia. "Nossas descobertas mostram que o trabalho cognitivo resulta em uma verdadeira alteração funcional – acúmulo de substâncias nocivas. Então, a fadiga seria, de fato, um sinal que nos faria parar de trabalhar, mas com um propósito diferente: preservar a integridade do funcionamento do cérebro", explica.

Resultados
As pessoas que faziam um trabalho mais pesado apresentaram sinais de fadiga, incluindo a dilatação reduzida da pupila. Eles também demonstraram uma mudança nas escolhas para opções que propunham recompensas em curto prazo com pouco esforço. Além disso, apresentavam níveis mais altos de glutamato nas sinapses do córtex pré-frontal do cérebro. Para os autores, isso apoia a teoria de que o acúmulo de glutamato torna a ativação adicional do córtex pré-frontal maior, de modo que o controle cognitivo é mais difícil após um dia de trabalho mentalmente duro.

O intuito da pesquisa era compreender completamente o que é a fadiga mental. Assim, eles utilizaram a espectroscopia de ressonância magnética (MRS) para monitorar a química do cérebro ao longo de um dia de trabalho.

Dois grupos de pessoas foram analisados: aquelas que precisavam pensar muito e aquelas que tinham tarefas cognitivas relativamente mais fáceis.

Para Pessiglione, não existe uma medida ou ação para contornar essa limitação da capacidade cerebral, mas ele aponta que "descansar e dormir" pode ser um bom começo.

Portanto, os pesquisadores ainda esperam fazer novos estudos para descobrir por que o córtex pré-frontal parece especialmente suscetível ao acúmulo de glutamato e à fadiga e estão particularmente curioso para saber se os mesmos marcadores de fadiga no cérebro podem prever a recuperação de condições de saúde, como depressão ou câncer.

Brasil‘Maior país católico do mundo está se tornando bastião evangélico’


É com esta chamada que o jornal português Público abre seu especial sobre os 200 anos da Independência do Brasil, a ser comemorada no dia 7 de setembro. Chama a atenção do vespertino a mudança de comportamento religioso no país conhecido por ser “a maior nação católica do mundo”. Algo que tem influenciado, inclusive, as últimas eleições – já que o eleitor evangélico é visado entre os candidatos. Diz trecho da matéria: “A construção de um país chamado Brasil teve desde o início um forte pendor religioso. O encontro entre o catolicismo e as crenças dos povos subjugados criou um sincretismo muito próprio, um catolicismo ‘abrasileirado’. Mas algo está a mudar. Durante a próxima década, o número de brasileiros evangélicos vai superar a população católica”.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Taxa rosa: mulheres pagam mais caro que os homens pelos mesmos produtos


A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) fez uma pesquisa sobre a taxa rosa, um adicional incluído em produtos com “roupagem” feminina. O estudo mostrou que, em média, os itens cor de rosa e com personagens femininos são vendidos com o valor 12,3% maior que os outros no Brasil.

A pesquisa aponta que produtos como roupas de bebê femininas são 20% mais caras que as masculinas. Artigos de higiene e brinquedos também são mais caros quando direcionados para mulheres e absorventes, itens essencialmente femininos, têm taxas mais caras quando comparados aos demais produtos. 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou dados, em um estudo de 2019, de que as mulheres recebem, em média, 77,7% do salário dos homens. Quando os cargos são de maior rendimento, como diretor e gerente, essa diferença é ainda maior e as mulheres ganham apenas 61,9% do rendimento dos homens.
 
Quando o assunto é diploma, as mulheres são o maior grupo. Entre 25 e 34 anos, 25,1% das mulheres já concluíram o ensino superior, contra 18,3% dos homens de mesma faixa etária. Entretanto, nas instituições de graduação, menos da metade dos docentes são mulheres, 46,8%.

Em outra pesquisa feita pelo IBGE no mesmo ano, as tábuas de mortalidade no Brasil mostram que a média de expectativa de vida no país é de 76,6 anos. Para as mulheres, esse número sobe para 80,1 anos e para os homens, ele desce para 73,1 anos. Portanto, as mulheres rendem mais que os homens, vivem por mais tempo recebendo um salário menor e pagando mais caro que eles pelos mesmos produtos.

De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor no Brasil (IDEC), os preços não deveriam ter diferenciação. E também os estabelecimentos que cobram preços reduzidos para mulheres em eventos de lazer estão infringindo a regra de direitos iguais, uma vez que a diferenciação dos valores fere a igualdade entre os gêneros e desrespeita a dignidade das mulheres, utilizando-as como “iscas”.
A professora do curso de Finanças do ISAE Escola de Negócios, Myrian Lund, dá dicas sobre o que fazer para melhorar a situação:

Optar pelo produto mais barato, com a mesma qualidade, sem se preocupar com a sua cor (rosa ou azul) ou desenho
Registrar a sua queixa ou insatisfação - o Instituto de Defesa do Consumidor afirma que, apesar de os fornecedores ou fabricantes terem liberdade de determinar o preço dos produtos, é possível questionar esse tipo de prática de diferenciação de preços por gênero. A recomendação é reunir recibos e notas fiscais para comprovar a distorção e poder formalizar a reclamação nos órgãos de defesa do consumidor
Antes de comprar produtos, verificar a diferença de preços e qualidade nos destinados às mulheres, comparando-os com o preço do mesmo artigo masculino.

Fonte: mídia ninja