O porta-voz estadual da Rede, Marcelo Carvalho, afirmou nesta terça-feira (3) que o partido não acompanhará uma eventual federação entre o PSOL e o Partido dos Trabalhadores (PT), proposta que vem sendo defendida pelo deputado federal licenciado e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Segundo Marcelo, independentemente
da formalização ou não de uma federação em nível nacional, a Rede manterá seu
posicionamento político alinhado ao campo progressista. Ele destacou que o
partido seguirá marchando ao lado de forças que defendem pautas como o fim da
escala 6x1 e a valorização da classe trabalhadora, mas ressaltou que a legenda
não aceitará ser “tutelada” por siglas maiores.
O dirigente reiterou que a
federação atualmente existente com o PSOL será mantida, mas descartou a entrada
da Rede em uma nova composição que envolva o PT, PV e PCdoB. “De forma alguma a
Rede vai nesse bolo de federação com outro partido, a não ser a federação já
existente”, afirmou.
Ele ponderou, no entanto, que caso
o PSOL decida integrar uma federação com PT, PV e PCdoB, a Rede poderá buscar
outros caminhos políticos dentro do mesmo campo ideológico. Entre as
alternativas citadas estão conversas com o PDT, Cidadania e até o PSB, partidos
que, segundo ele, mantêm diálogo frequente com a legenda.
Marcelo também confirmou que a Rede já decidiu, nacionalmente, apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na Bahia, a prioridade da sigla será estruturar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, com o objetivo de formar, pela primeira vez, bancadas estadual e federal no Estado.

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