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domingo, 21 de agosto de 2022

A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA


São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, um exemplo disso são as crianças que se encontram no 6ºano do ensino fundamental e não dominam habilidade de ler e escrever.

Esse fato é resultado direto do que acontece na estrutura educacional brasileira, pois praticamente todos os que atuam na educação recebem baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes.
As avaliações implantadas pelo governo para avaliar a educação brasileira apresentam números desanimadores, isso se tornou uma situação insustentável que não pode continuar.

Em setembro de 2006, um grupo de empresários e políticos, com a participação dos meios de comunicação em massa, firmou um compromisso denominado de Todos pela Educação. Nessa mobilização ficaram definidas algumas metas a serem alcançadas até 7 de setembro de 2022. São elas:

- Todo indivíduo com idade entre 7 e 17anos deverá estar na escola.
- Todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura.
- Os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série.
- Todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio).
- Garantia de investimentos na Educação Básica.

Números que retratam os problemas da educação brasileira:

• Hoje, no Brasil, de 97% dos estudantes com idade entre 7 e 14 anos se encontram na escola, no entanto, o restante desse percentual, 3%, respondem por aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com idade escolar que estão fora da sala de aula.

• Para cada 100 alunos que entram na primeira série, somente 47 terminam o 9º ano na idade correspondente, 14 concluem o ensino médio sem interrupção e apenas 11 chegam à universidade.

• 61% dos alunos do 5ºano não conseguem interpretar textos simples. 60% dos alunos do 9ºano não interpretam textos dissertativos.

• 65% dos alunos do 5ºano não dominam o cálculo, 60% dos alunos do 9º ano não sabem realizar cálculos de porcentagem.

Medidas que possivelmente poderão combater os índices acima apresentados:
• Mobilização da sociedade para a importância que a Educação exerce.

• Direcionamento de recursos financeiros para escolas e professores.

• Valorização do profissional da educação.

• Implantação de medidas políticas educacionais a longo prazo.

Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola

sábado, 20 de agosto de 2022

'Visitar a Europa é um privilégio, não um direito humano': os países da UE que estão fechando as portas para turistas russos


Quase seis meses após o início da invasão da Ucrânia ordenada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, as portas de alguns países da União Europeia (UE) começam a se fechar para os cidadãos russos.

Os governos da Estônia e da Finlândia estão liderando uma iniciativa que busca impedir o acesso de turistas russos ao espaço Schengen de livre circulação, que inclui 22 países membros da União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
"Não é correto que os cidadãos russos possam viajar, entrar no espaço Schengen europeu, ser turistas, ver as paisagens, enquanto a Rússia está matando pessoas na Ucrânia. Isso está errado", disse na terça-feira (16/08) a primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, durante uma entrevista coletiva em Oslo, capital da Noruega.

A posição dela foi reforçada pela primeira-ministra da Estônia, que escreveu no Twitter:
"Visitar a Europa é um privilégio, não um direito humano".

E acrescentou:

"É hora de acabar com o turismo da Rússia agora".

Desde a invasão da Ucrânia, a União Europeia proibiu voos provenientes e com destino à Rússia.

Mas as fronteiras terrestres permaneceram abertas, de modo que muitos russos viajaram por terra para a Finlândia e a Estônia, dois países da União Europeia com os quais a Rússia faz fronteira, e de lá pegaram voos para outros destinos do espaço Schengen.

Na semana passada, a emissora pública finlandesa YLE informou que empresas russas estão oferecendo traslados terrestres de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, para os aeroportos de Helsinque e Lappeenranta, na Finlândia, de onde podem voar para vários destinos europeus.

Restrições à circulação
Alguns países da União Europeia, como a Letônia, começaram a suspender a emissão de vistos para turistas russos devido à guerra, mas essas medidas são ineficazes sem uma decisão que afete todos os membros do espaço Schengen.

De acordo com as regras dessa zona de livre circulação, o turista deve solicitar um visto do país que pretende visitar, mas, quando o obtém, pode entrar no espaço Schengen por qualquer um dos países membros e transitar livremente por 90 dias durante um período de 180 dias.

Espanha, Itália e Grécia são os três países que mais emitem vistos de turista para cidadãos russos.

No mês passado, a Finlândia e a Estônia fizeram um apelo para abordar o tema de forma conjunta dentro da União Europeia, para fechar o que consideram uma "brecha" nas sanções impostas à Rússia que permite que seus cidadãos viajem por terra, enquanto estão proibidos de voar ou viajar de trem para a União Europeia.

No caso da Finlândia, que havia mantido suspensa a emissão de vistos a cidadãos russos devido à pandemia de covid-19, voltou a emiti-los em julho passado, embora em quantidades muito inferiores ao que emitia antes.

No entanto, o governo já anunciou planos para reduzir o número de agendamentos para solicitações de visto na Rússia — de 1 mil para 500 por dia, dos quais apenas 100 serão destinados a turistas.

Enquanto isso, a primeira-ministra, Sanna Marin, disse que a questão dos vistos para os cidadãos russos deve ser discutida pela União Europeia.

Conforme noticiou a emissora YLE, isso deve acontecer em 31 de agosto, durante a cúpula dos ministros das Relações Exteriores da Europa.

"Acho que nas futuras reuniões do Conselho Europeu, esse tema vai surgir ainda com mais força. Minha posição pessoal é que o turismo deve ser restringido", disse Marin à YLE.

Objeções em Moscou… e na Alemanha
Os apelos para proibir o turismo russo geraram indignação na Rússia, e não apenas no Kremlin.

Nas redes sociais, algumas figuras da oposição questionaram a ideia, considerando que alimenta a propaganda antiocidente do governo — e não facilita uma solução para o conflito na Ucrânia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou a iniciativa, dizendo que com o tempo "o bom senso se manifestará e aqueles que fizeram tais declarações cairão em si".

A proposta também encontrou forte resistência do chanceler alemão, Olaf Scholz.
"Esta não é a guerra do povo russo. Esta é a guerra de Putin, e temos que ter muita clareza sobre este assunto", declarou Scholz durante uma entrevista a jornalistas na capital da Noruega, Oslo, na terça-feira.

"É importante que entendamos que há muita gente fugindo da Rússia porque discorda do regime russo", acrescentou.

Mas aqueles que defendem a proibição não estão alheios a essas nuances, como indicou a própria primeira-ministra finlandesa.

"Não é uma questão preto no branco, também existem diferentes tons de cinza. Também há muita gente na Rússia que é contra a guerra, que está sob ameaça...", afirmou.

Para resolver esse dilema, a Finlândia está considerando a criação de um visto humanitário que poderia ser concedido a cidadãos russos que precisem fugir do país ou viajar para a Europa para participar de atividades relacionadas a grupos de pressão ou trabalho jornalístico.

Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem uma posição muito clara sobre o tema, que manifestou na última segunda-feira em entrevista ao jornal americano The Washington Post.

'Fadiga da decisão': Pensar muito pode intoxicar o cérebro; entenda


Se esforçar muito mentalmente enquanto trabalha ou enquanto estuda faz com que as pessoas se sintam esgotadas. Uma nova pesquisa pode explicar porque isso acontece, pois mostra que pensamentos mais intensos e prolongados podem intoxicar o cérebro.
O estudo de pesquisadores do Instituto Cérebro de Paris, publicado na revista científica Current Biology no dia 11 de agosto, explica que, com o aumento de toxinas no cérebro, o controle de cada pessoa sobre as próprias decisões pode ser alterado.

Segundo Mathias Pessiglione, da Universidade Pitié-Salpêtrière, em Paris, e um dos autores do estudo, outras teorias defendiam que a fadiga é uma "ilusão inventada pelo cérebro" para nos fazer parar alguma atividade em prol de fazer outra que seja mais gratificante. No entanto, o novo estudo contrapõe essa ideia. "Nossas descobertas mostram que o trabalho cognitivo resulta em uma verdadeira alteração funcional – acúmulo de substâncias nocivas. Então, a fadiga seria, de fato, um sinal que nos faria parar de trabalhar, mas com um propósito diferente: preservar a integridade do funcionamento do cérebro", explica.

Resultados
As pessoas que faziam um trabalho mais pesado apresentaram sinais de fadiga, incluindo a dilatação reduzida da pupila. Eles também demonstraram uma mudança nas escolhas para opções que propunham recompensas em curto prazo com pouco esforço. Além disso, apresentavam níveis mais altos de glutamato nas sinapses do córtex pré-frontal do cérebro. Para os autores, isso apoia a teoria de que o acúmulo de glutamato torna a ativação adicional do córtex pré-frontal maior, de modo que o controle cognitivo é mais difícil após um dia de trabalho mentalmente duro.

O intuito da pesquisa era compreender completamente o que é a fadiga mental. Assim, eles utilizaram a espectroscopia de ressonância magnética (MRS) para monitorar a química do cérebro ao longo de um dia de trabalho.

Dois grupos de pessoas foram analisados: aquelas que precisavam pensar muito e aquelas que tinham tarefas cognitivas relativamente mais fáceis.

Para Pessiglione, não existe uma medida ou ação para contornar essa limitação da capacidade cerebral, mas ele aponta que "descansar e dormir" pode ser um bom começo.

Portanto, os pesquisadores ainda esperam fazer novos estudos para descobrir por que o córtex pré-frontal parece especialmente suscetível ao acúmulo de glutamato e à fadiga e estão particularmente curioso para saber se os mesmos marcadores de fadiga no cérebro podem prever a recuperação de condições de saúde, como depressão ou câncer.

Brasil‘Maior país católico do mundo está se tornando bastião evangélico’


É com esta chamada que o jornal português Público abre seu especial sobre os 200 anos da Independência do Brasil, a ser comemorada no dia 7 de setembro. Chama a atenção do vespertino a mudança de comportamento religioso no país conhecido por ser “a maior nação católica do mundo”. Algo que tem influenciado, inclusive, as últimas eleições – já que o eleitor evangélico é visado entre os candidatos. Diz trecho da matéria: “A construção de um país chamado Brasil teve desde o início um forte pendor religioso. O encontro entre o catolicismo e as crenças dos povos subjugados criou um sincretismo muito próprio, um catolicismo ‘abrasileirado’. Mas algo está a mudar. Durante a próxima década, o número de brasileiros evangélicos vai superar a população católica”.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Taxa rosa: mulheres pagam mais caro que os homens pelos mesmos produtos


A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) fez uma pesquisa sobre a taxa rosa, um adicional incluído em produtos com “roupagem” feminina. O estudo mostrou que, em média, os itens cor de rosa e com personagens femininos são vendidos com o valor 12,3% maior que os outros no Brasil.

A pesquisa aponta que produtos como roupas de bebê femininas são 20% mais caras que as masculinas. Artigos de higiene e brinquedos também são mais caros quando direcionados para mulheres e absorventes, itens essencialmente femininos, têm taxas mais caras quando comparados aos demais produtos. 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou dados, em um estudo de 2019, de que as mulheres recebem, em média, 77,7% do salário dos homens. Quando os cargos são de maior rendimento, como diretor e gerente, essa diferença é ainda maior e as mulheres ganham apenas 61,9% do rendimento dos homens.
 
Quando o assunto é diploma, as mulheres são o maior grupo. Entre 25 e 34 anos, 25,1% das mulheres já concluíram o ensino superior, contra 18,3% dos homens de mesma faixa etária. Entretanto, nas instituições de graduação, menos da metade dos docentes são mulheres, 46,8%.

Em outra pesquisa feita pelo IBGE no mesmo ano, as tábuas de mortalidade no Brasil mostram que a média de expectativa de vida no país é de 76,6 anos. Para as mulheres, esse número sobe para 80,1 anos e para os homens, ele desce para 73,1 anos. Portanto, as mulheres rendem mais que os homens, vivem por mais tempo recebendo um salário menor e pagando mais caro que eles pelos mesmos produtos.

De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor no Brasil (IDEC), os preços não deveriam ter diferenciação. E também os estabelecimentos que cobram preços reduzidos para mulheres em eventos de lazer estão infringindo a regra de direitos iguais, uma vez que a diferenciação dos valores fere a igualdade entre os gêneros e desrespeita a dignidade das mulheres, utilizando-as como “iscas”.
A professora do curso de Finanças do ISAE Escola de Negócios, Myrian Lund, dá dicas sobre o que fazer para melhorar a situação:

Optar pelo produto mais barato, com a mesma qualidade, sem se preocupar com a sua cor (rosa ou azul) ou desenho
Registrar a sua queixa ou insatisfação - o Instituto de Defesa do Consumidor afirma que, apesar de os fornecedores ou fabricantes terem liberdade de determinar o preço dos produtos, é possível questionar esse tipo de prática de diferenciação de preços por gênero. A recomendação é reunir recibos e notas fiscais para comprovar a distorção e poder formalizar a reclamação nos órgãos de defesa do consumidor
Antes de comprar produtos, verificar a diferença de preços e qualidade nos destinados às mulheres, comparando-os com o preço do mesmo artigo masculino.

Fonte: mídia ninja


Perfil dos candidatos ao Senado: porcentagem de mulheres aumenta, mas homens seguem maioria.


A partir desta terça-feira (16), 234 candidatos e candidatas disputam uma vaga para o Senado nas eleições deste ano. O perfil médio do candidato ao Senado permanece o mesmo das últimas eleições: homem, branco, casado, com nível superior e mais de 50 anos. O prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral terminou nesta segunda-feira (15). Os números estão sujeitos a atualizações à medida que os registros das candidaturas são analisados. 

O quantitativo de candidatos é superior ao de 2014, quando 185 pessoas concorreram pelo mesmo número de vagas (27). Nas eleições de 2018, foram 352 candidatos a senador, mas naquele ano 54 cadeiras (dois terços das vagas do Senado) estavam em disputa. 

O perfil dos candidatos registrados mostra um aumento no número de mulheres, mas evidencia certa estabilidade no quantitativo de candidatos que se autodeclaram negros. Na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano estão registradas 53 candidatas do sexo feminino, o que corresponde a 22,5% dos concorrentes. Em 2018, A Justiça Eleitoral registrou 17,6% mulheres na disputa para o Senado. Quatro anos antes eram 18,9%. Mesmo com o crescimento deste ano, o percentual ainda está distante dos objetivo de ao menos 33% de candidaturas femininas registradas para todos os cargos. 

Quanto ao recorte por cor/raça nenhum avanço no perfil dos candidatos ao Senado, apesar do aumento das candidaturas negras no quadro geral, que chegou a 49,5% em 2022, contra 46,5% em 2018 e 44,2% em 2014. Entre os candidatos que buscam uma cadeira no Senado, 31% são negros, índice próximo ao registrado nas eleições anteriores. Desse total, 22 pessoas se autodeclararam de cor “preta". Outras 51 se identificaram como “pardas”. Os números correspondem respectivamente a 9,36% e 21,7% dos postulantes ao cargo de senador. Em 2018, 33,5% se autodeclararam negros. Já em 2014 o índice ficou em 30,7%.

Indígenas cresceram no geral, mas em um percentual mínimo — de 0,46% em 2018 para 0,62% este ano. Para o Senado, três candidatos autodeclarados indígenas estão na disputa, o que equivale a 1,28%.

Outras características do perfil dos candidatos se mantiveram semelhantes à eleição passada. Entre os registrados, 80,4% têm ensino superior completo. Mais da metade (51,07%) têm mais de 50 anos; 66,3% são casados. As profissões mais comuns continuam sendo a de empresário (12,3% dos candidatos), advogado (8%) e médico (5%). Cerca de 10% citaram a palavra “deputado” como ocupação. 

Fonte: Agência Senado