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Câmara de Ilhéus - Acompanha sessões remotas

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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Uso de camisinha nas relações sexuais cai entre adolescentes, aponta IBGE


Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que caiu o uso da camisinha entre adolescentes nas relações sexuais nos últimos dez anos.
Segundo os dados divulgados, apenas 59% dos jovens entrevistados na edição de 2019 do levantamento "PeNSE" disseram ter usado camisinha na última relação sexual. Em 2009, esse percentual chegava a 72,5% .

Entre as meninas, a queda foi de 69,1% para 53,5% e, entre os meninos, de 74,1% para 62,8%. O levantamento comparou as respostas de estudantes no 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série) em escolas públicas e privadas das capitais do Brasil.
Ao mesmo tempo, o percentual de adolescentes que disseram já ter tido relações sexuais passou de 27,9% em 2009 para 28,5% em 2019. Esse índice caiu para os meninos (de 40,2% para 34,6%) e cresceu para as meninas (de 16,9% para 22,6%).

Entre as capitais, o índice mais alto foi visto em Manaus (45%), e o mais baixo, em Curitiba (16%).

Em 2019, 51,5% dos alunos do 9º ano nas capitais que já tinham tido relações sexuais tiveram a primeira vez com 13 anos ou menos.
A pesquisa "PeNSE" já teve quatro edições: 2009, 2012, 2015 e 2019. O levantamento teve algumas variações de metodologia e amostra ao longo dos anos, mas, desta vez, o IBGE implementou estratégias que permitiram a combinação dos dados das quatro edições da pesquisa, segundo o instituto.

Insatisfação com o corpo e agressão
Também cresceu, na década analisada, o número de estudantes insatisfeitos com o próprio corpo: a proporção dos que se julgavam gordos ou muitos gordos foi de 17,5% para 23%, enquanto a dos que se consideravam magros ou muito magros foi de cerca de 22% para 29%.

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O percentual de adolescentes que sofreram agressão física por um adulto da família também aumentou: de 9,4%, em 2009 para 11,6% em 2012 e 16% em 2015.

Mais uso de drogas e álcool, com menos cigarros
A pesquisa também apontou que mais adolescentes passaram a experimentar álcool e drogas, mas menos consumiram cigarros:
A experimentação de bebida alcóolica cresceu de cerca de 53% em 2012 para 63% em 2019. O aumento foi mais intenso entre as meninas, que saíram de 55% em 2012 para 67% em 2019. Para os meninos, o indicador foi de 50% em 2012 para quase 59% em 2019.

Já para as drogas, a experimentação ou exposição ao uso subiu de 8% em 2009 para 12% em 2019.

O uso de cigarros ao menos em um ou dois dias nos 30 dias antes da pesquisa caiu de cerca de 17% em 2009 para 13% em 2019.

Rosa Weber vota para tornar deputado réu por forjar próprio atentado


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta sexta-feira (5), para tornar o deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza (PL-MS) réu pelos crimes de comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo.

O deputado, conhecido como Tio Trutis ou Loester Trutis, é acusado de ter fingido um atentado contra si próprio.

“Concluo, assim, que os argumentos trazidos pela defesa não são suficientes para, nessa fase procedimental, desqualificar a base empírica reunida no curso da investigação, a qual dá suporte aos enunciados fáticos formulados na tese acusatória. Não significa dizer que, uma vez submetidos à testagem aprofundada, em ambiente contraditório e com paridade de armas, não possam ser infirmadas pelos argumentos defensivos baseados nas provas a serem produzidas”, afirmou a ministra.

Relatora do processo, a ministra Rosa Weber argumentou que é preciso “ressaltar que a admissibilidade da denúncia não implica, sob qualquer aspecto, antecipação de juízo de valor a respeito da responsabilidade criminal dos denunciados, em benefício dos quais vigora a presunção de inocência”.

Segundo investigação da Polícia Federal, afirmaram que o deputado e seu assessor, Ciro Nogueira Fidelis, teriam mentido durante os depoimentos e que suas declarações não foram comprovadas.

“Não se verificou a existência de qualquer veículo automotor que pudesse estar realizando o acompanhamento do Deputado Federal e seu assessor, muito embora diversas imagens de câmeras de segurança, durante todo o percurso realizado, tenham sido analisadas”, afirmou a PF.

Além disso, segundo a investigação, “tanto o Deputado Federal quanto seu assessor, Ciro Fidelis, faltaram como a verdade durante os seus depoimentos. Deixaram de informar que saíram da rodovia BR 060 para duas estradas vicinais, onde inclusive chegaram a parar e desligar a ignição do veículo, tal como se pode verificar da análise dos dados do rastreador do veículo”.

Trutis alegou que teria sofrido uma tentativa de homicídio na BR-060, saída para Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.
“Contrariedades e inconsistências da versão inicial dos fatos, assim como a exploração pública do episódio utilizando perfil em rede social mantida pelo parlamentar para a interlocução com seu eleitorado e com a comunidade em geral (@loestertrutisdep), levaram à suspeita de que o atentado contra a sua vida pudesse ter sido simulado com o escopo de capitalizar politicamente os acontecimentos pela “vítima”, fomentando pautas de interesse de seu mandato parlamentar”, disse a ministra.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Patrimônio de vereador bolsonarista acusado de estupro quadruplicou em 2 anos


O patrimônio que o vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ), acusado de uma série de irregularidades na Justiça e alvo de um processo de cassação na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, declarou à Justiça Eleitoral quadruplicou em dois anos, de acordo com dados levantados pela CNN na Justiça Eleitoral.

Procurada pela CNN, a assessoria de imprensa do vereador informou que ele não se manifestará sobre o caso.

Em 2020, quando foi candidato à Câmara do Rio, Monteiro declarou um patrimônio total de R$ 101.197,18.

Neste ano, quando busca um mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília, o vereador apresentou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 428.046,52.

Os dados constam nas declarações feitas pelo vereador e disponibilizadas na plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na declaração de bens de 2022, Monteiro incluiu três “veículos automotores terrestres”, que incluem caminhões, automóvel e motocicletas, por exemplo. Graças à nova forma de disponibilizar os dados do TSE, não é possível saber o que são esses veículos. O mais caro deles é avaliado em R$ 190 mil, segundo a declaração.

Monteiro ainda declarou um depósito bancário em conta corrente de R$ 89 mil.

O vereador, que é um youtuber e ex-policial militar, se tornou alvo de uma série de acusações nos últimos meses. Monteiro é acusado de ter estuprado mulheres, filmado e armazenado um vídeo em que pratica sexo com uma garota de 15 anos, de ter feito “exposição vexatória” de crianças e de moradores em situação de rua, de ter cometido assédio moral e sexual contra assessores de seu mandato.

Monteiro é alvo de um processo de cassação na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. O relator é o vereador Chico Alencar (PSOL), que apresentou seu parecer a favor da cassação na terça-feira (2).

Pesquisa Quaest para presidente: Lula tem 44% e Bolsonaro, 32%


Pesquisa Genial/Quaest para as eleições presidenciais de 2022, divulgada em primeira mão pela CNN nesta quarta-feira (3), traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 44% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%. 

Depois aparecem Ciro Gomes (PDT), com 5%; André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 2%; e Pablo Marçal (Pros), com 1%. 

Seis nomes incluídos na pesquisa não pontuaram: Felipe d’Avila (Novo), José Maria Eymael (DC), Leonardo Péricles (UP), Luciano Bivar (União Brasil), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU). Bivar desistiu da disputa no último domingo (31). 

Os que dizem que irão votar em branco, anular ou deixar de votar somam 6%. A proporção dos indecisos também é de 6%.

Levando em consideração somente os votos válidos — o que exclui brancos e nulos–, Lula teria 51% e poderia vencer no primeiro turno, marcado para 2 de outubro, na margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

Duas mil pessoas foram entrevistadas face a face entre os dias 28 e 31 de julho. O levantamento tem 95% de confiança. Ou seja, se 100 pesquisas fossem realizadas, ao menos 95 apresentariam os mesmos resultados dentro desta margem. 

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02546/2022.

Também foram testados três cenários de segundo turno. Confira abaixo os resultados. 

Primeiro turno
Intenção de voto estimulada para presidente

Cenário I
Lula (PT) — 44%
Bolsonaro (PL) — 32%
Ciro Gomes (PDT) — 5%
André Janones (Avante) — 2%
Simone Tebet (MDB) — 2%
Pablo Marçal (Pros) — 1%
Felipe d’Avila (Novo) — 0
José Maria Eymael (DC) — 0
Luciano Bivar (União Brasil) — 0
Leonardo Péricles (UP) — 0
Sofia Manzano (PCB) — 0
Vera Lúcia (PSTU) — 0
Indecisos – 6%
Branco/Nulo/Não vai votar – 6%

Segundo turno
Intenção de voto estimulada para presidente

Cenário 1 
Lula (PT) — 51%
Bolsonaro (PL) — 37%
Indecisos – 9%
Branco/Nulo/Não vai votar – 3%
Cenário 2
Lula (PT) — 51%
Ciro Gomes (PDT) — 27%
Indecisos – 19%
Branco/Nulo/Não vai votar – 3%
Cenário 3
Lula (PT) — 55%
Simone Tebet (MDB) — 22%
Indecisos – 20%

Piso de enfermagem será sancionado em evento em Brasília, diz Bolsonaro à CNN


O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (3) à CNN que irá sancionar o projeto de lei que estabelece o piso de enfermagem. O PL deve ser sancionado em uma cerimônia no Palácio do Planalto após a viagem do presidente a São Paulo nesta quinta-feira.

Em maio, Bolsonaro já havia afirmado à CNN que iria sancionar o novo piso salarial de enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras, e que estava no aguardo da definição sobre qual seria a fonte de custeio.

Em julho, a Câmara dos Deputados aprovou — por ampla maioria (449 a 12 votos) — o projeto de lei que fixa o salário base de enfermeiros no valor de R$ 4.750.

O projeto de lei (PL 2564/2020) não havia sido encaminhado para sanção do presidente da República após a aprovação, porque os parlamentares não haviam inserido na proposta a fonte de recursos.

O que foi contornado com a aprovação da PEC 11/2022, de iniciativa da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

Pablo Marçal diz que não desistirá de candidatura após Pros anunciar apoio a Lula


Após o Pros decidir apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato à Presidência Pablo Marçal (Pros) afirmou que não desistirá da disputa presidencial.

Em entrevista coletiva à imprensa, Marçal disse que pretende levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Não tem prazo legal para eles fazerem isso. Não existe isso. Se eles quiserem fazer qualquer manobra, eu estarei lá presente, eu vou levar algumas pessoas lá e um mandado de segurança na mão. (…) Tem CNPJ e tá lá no TSE meu nome, tá na mão do Alexandre de Moraes”, disse Marçal.

O Estatuto do partido diz que, para que uma nova convenção seja realizada – o que seria necessário para retirar a candidatura de Marçal e indicar o apoio a Lula –, é necessária a publicação de um edital do evento com prazo mínimo de dez dias. A data limite para realização das convenções partidárias é na próxima sexta-feira (5).

De acordo com Marçal, o presidente do Pros, Eurípedes Jr., não pediu a renúncia da sua candidatura, mas marcou uma convenção do partido para a próxima sexta (5). O coach classificou essa nova convenção como “ilegítima”.

Marçal também fez críticas a Lula. “Alguém que está liderando as pesquisas preocupado com um candidato nanico? O que ele quer com meus 17 segundos de propaganda?”, questionou o coach. Ele classificou o ex-presidente como o “maior corruptor da história”.

O especialista em Direito Eleitoral Alberto Rollo explica que a convenção é que tem “poder total” da decisão sobre a retirada da candidatura de Marçal. Sendo assim, caso a convenção não possa ser realizada ou não tenha validade, a candidatura não pode ser retirada.

Nesta quarta (3), Eurípedes Jr. se reuniu com o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e com o economista Aloizio Mercadante, coordenador do programa de governo da chapa de Lula e Alckmin.

A mudança de rumo da legenda no pleito aconteceu após o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Jorge Mussi, devolver a presidência do Pros a Eurípedes no domingo (31), em uma disputa judicial que se arrasta desde 2019.

Na última segunda (1º), o advogado do partido, Bruno Pena, adiantou à CNN que “a convenção nacional será refeita” e afirmou a possibilidade da candidatura de Marçal ser retirada. Se conseguir incluir o Pros em sua coligação, o PT espera aumentar o tempo de propaganda do ex-presidente, como mostrou a âncora da CNN Daniela Lima. Além disso, a desistência de outros candidatos interessa a candidatura de Lula na tentativa de diminuir o percentual de votos válidos de outros candidatos, o que poderia ajudar o petista a liquidar o pleito ainda no primeiro turno.

Entenda a mudança na presidência do Pros
Eurípedes Jr. trava uma disputa na justiça pelo comando do partido contra Marcus Holanda, que comandava o partido desde março e era presidente durante a escolha por Marçal como candidato ao Planalto.

A troca de comandos no partido começou quando, no final de 2019, um filiado apresentou uma representação pedindo o afastamento de Eurípedes e outros oito dirigentes do Diretório Nacional da sigla. Em janeiro de 2020, a representação foi julgada em caráter final, em uma reunião convocada pelo grupo ligado à Holanda.

Após a decisão, Holanda assumiu a presidência de forma provisória, liderando uma Comissão Executiva Provisória. Ele era o primeiro na “linha sucessória” que não estava entre os dirigentes citados na representação. Em junho de 2020, a Comissão Executiva Provisória promoveu a eleição de um novo Diretório Nacional, com Holanda eleito, de forma definitiva, presidente do partido.

No entanto, dois dias antes da convenção que afastou Eurípedes, o antigo presidente havia convocado uma reunião da Executiva Nacional na qual, também acolhendo representação de um dos filiados, foi julgado um processo administrativo destituindo Holanda do cargo de Secretário de Comunicação do partido, que ele ocupava à época.

Diante do conflito e com o vácuo de poder na legenda, foram ajuizadas duas ações, uma contra Eurípedes e outra contra Marcus Holanda.

A 21ª Vara Cível de Brasília validou a destituição de Holanda e retornou a presidência da legenda a Eurípedes.

O cenário foi alterado quando, em março de 2022, a 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), órgão de segunda instância, decidiu judicialmente a favor de Holanda.

Agora, o ministro Jorge Mussi restabeleceu o comando decisório das sentenças proferidas pela 21ª Vara Cível de Brasília, retornando a presidência à Eurípedes. Na decisão, o ministro argumentou que não existem elementos no processo que sustentem a decisão do TJDFT.

O TJDFT havia argumentado que os secretários que promoveram a reunião que decidiu pelo afastamento de Holanda seriam ligados à Eurípedes, o que foi refutado por Mussi. No entendimento do ministro, da mesma forma, os que promoveram a reunião que afastou Eurípedes eram ligados à Holanda.

A defesa de Eurípedes questionou a legitimidade de Holanda na condução do processo administrativo que o retirou do Diretório Nacional. Por meio de um efeito suspensivo, eles afirmaram que a reunião que retirou Eurípedes da presidência não seguiu os protocolos indicados no estatuto do Pros. Além disso, alegou supostas fraudes na lista de assinaturas da reunião de deliberação e a falta de quórum mínimo para convocação da mesma.