Fundamental para a manutenção da saúde, a ida ao dentista pode ser uma experiência tranquila para alguns, enquanto para outros pode ser um momento de dificuldade. Pacientes que possuem um alto nível de fobia, por exemplo, acabam por sofrer com uma ansiedade constante tanto antes, quanto durante os procedimentos.
Entre pessoas autistas, pode haver maior
sensibilidade a estímulos comuns do consultório odontológico e, em alguns
casos, mais estresse ou medo durante o atendimento, o que pode dificultar a
realização do procedimento.
Nesse cenário, a sedação dos pacientes
entra como aliada para ajudar em casos de diferentes complexidades. De acordo
com o cirurgião-dentista Igor Pontes, habilitado em sedação, o paciente dorme
durante todo o procedimento, evitando estresses ou situações incômodas.
“A sedação dura o tempo que for
necessário para fazer o procedimento. Em crianças, limitamos a 2 horas de
procedimento, e em adultos, entre 3 e 4 horas.”
Prática reduz número de sessões - Segundo
Igor Pontes, um dos fatores que leva a prática a não ser tão difundida é a
falta de profissionais capacitados para realizar a sedação fora do ambiente
hospitalar, com domínio do manejo farmacológico.
“É um tipo de atendimento que demanda
longo tempo de estudo para fazer corretamente, o que limita a quantidade de
dentistas habilitados”, complementa.
Um dos benefícios da sedação é a
diminuição da quantidade de sessões necessárias para realizar os procedimentos.
Ou seja, em muitos casos, basta uma sessão para que todas as demandas sejam
atendidas, reduzindo o desconforto do paciente, além da necessidade de
deslocamento.
"A sedação não é apenas sobre o
sono; é sobre dignidade. É permitir que uma criança com autismo ou um adulto
com fobia extrema receba o tratamento de que precisa sem o estresse que muitas
vezes agrava sua condição," destaca o cirurgião, que é pioneiro na implementação
destes protocolos em sua clínica em Fortaleza.
Prática pode ser utilizada por todos os
públicos - Atendendo na clínica Personnalité Reabilitação Oral, Igor Pontes
relata que a recepção dos pacientes e familiares vem sendo bastante positiva,
com relatos de pessoas que já estavam buscando há anos por essa modalidade de
atendimento.
Segundo o profissional, o perfil de pacientes que procuram o serviço é variado: de todas as faixas etárias, com destaque para adultos com fobia de dentista ou que não conseguem ser atendidos sem ânsia de vômito, além de pessoas autistas, com Síndrome de Down ou paralisia cerebral.
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