O Congresso Nacional, através da Justiça Eleitoral, deve acabar com reeleição de vereador, para não se perpetuar o equívoco e seus prejuízos.
O tempo comprovou que vereadores, uma vez eleitos, tomam posse já com o pensamento voltado para a conquista de um novo mandato, dali a quatro anos. O mandato que deveria ser de coalização, em torno da apresentação e execução de projetos de leis em benefício da população, transforma-se, invariavelmente, em feudo de cooptação, com a distribuição de cargos, troca de favores e o uso despudorado do cargo público para fins meramente eleitorais, incluindo nomeações políticas e empreguismo, desequilibrando o pleito ao conferir vantagem àquele que ocupa cargo na Câmara Municipal. Propicia “alianças” espúria com o prefeito e desvirtua, ou anula, o papel fiscalizatório do Legislativo.
Quatro anos é suficiente para um cargo legislativo e a reeleição é viciosa e imaginar que os vereadores não farão o impossível para ganhar a reeleição é ingenuidade! A não reeleição de vereador consagraria o princípio democrático da alternância no poder, estimulando o surgimento de novas lideranças, bem ao contrário do que assistimos hoje.
O modelo atual tira dinheiro do pobre para reeleger quem vai permanecer ganhando muito durante o novo mandato, período recheado de privilégios, retroalimentando um sistema injusto, que cristaliza as elites e parasitas de uma sociedade. Reformas são necessárias e urgentes. Sem elas, os abismos sociais, político, eleitoral somente se acentuarão. O povo não merece que seu futuro seja ainda pior que o presente.
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