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sábado, 13 de junho de 2026

MESSIAS X LULA X STF – A INSISTÊNCIA DOS DERROTADOS EM RELATIVIZAR A DECISÃO DO SENADO

Há quem veja a possível recondução da indicação como um ato de firmeza, uma demonstração de que o presidente não aceita derrotas impostas por articulações políticas.

No xadrez da política brasileira, derrotas costumam ensinar lições. Mas, em Brasília, nem sempre perder significa recuar. Às vezes, significa dobrar a aposta. E é exatamente esse o cenário que parece se desenhar após a rejeição inédita do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações divulgadas nos bastidores do poder, o presidente Lula pretende insistir e reenviar ao Senado a indicação do atual advogado-geral da União. O movimento, porém, levanta uma questão inevitável: trata-se de convicção política, teimosia presidencial, arrogância institucional ou um gesto de enfrentamento direto ao Senado?

A Constituição concede ao presidente da República a prerrogativa de indicar ministros do STF. Isso é fato. Mas também estabelece, como contrapeso democrático, que cabe ao Senado analisar e aprovar ou rejeitar a escolha. É justamente nesse equilíbrio entre os Poderes que reside a essência republicana.

Quando uma indicação é rejeitada - ainda mais de forma inédita e politicamente ruidosa - o gesto do Senado deixa de ser apenas uma votação técnica. Passa a ser também um recado político. E ignorar recados políticos em Brasília costuma custar caro.

Nos bastidores do Planalto, a narrativa predominante é de que Lula não teria interpretado a derrota como um revés de Jorge Messias, mas como uma afronta ao próprio governo e ao poder presidencial. A avaliação é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria atuado silenciosamente para minar a indicação - algo que ele nega publicamente.

Mas a grande pergunta talvez seja outra: insistir no mesmo nome fortalece a autoridade presidencial ou amplia a crise institucional?

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