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quarta-feira, 27 de maio de 2026

RUI COSTA “ATROPELOU” LOYOLA, SOB SUBSERVIÊNCIA DE JERÔNIMO

O engessamento do governo com Loyola, está exigindo Rui Costa tomar rédeas da situação e tentar reverter a perspectiva sombria da reeleição petista!

Não se sabe se por iniciativa própria ou delegação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o ex-ministro Rui Costa (Casa Civil) decidiu simplesmente assumir a coordenação da campanha governista por meio de uma agenda intensa em que recebe o maior número de prefeitos que pode e dispara telefonemas para secretários e presidentes ou diretores de órgãos estaduais determinando que atendam suas reivindicações.

Como Rui não é desautorizado por Jerônimo nem ninguém tem coragem de contestá-lo, todos acabam acatando as ordens do ex-ministro, o que tem deixado os prefeitos satisfeitos. "Não era assim", criticando a época em que os gestores tinham que lidar apenas com Adolfo Loyola, secretário de Relações Institucionais muito simpático mas que, por causa da baixa resolutividade, ganhou o apelido de “xavequeiro” – muito bom de lábia e conversa fiada, mas exímio “engavetador de promessa”!

A entrada de Rui em cena, uma exigência antiga de prefeitos e mesmo de deputados, não está apenas resolvendo o problema do atendimento das demandas dirigidas pela classe política ao governo que estavam reprimidas como deu um “chega prá lá” em Lucas Reis, chefe de Gabinete do senador Jaques Wagner (PT) que, para surpresa dos governistas, estava quase transformando o governo num comitê eleitoral exclusivo de sua candidatura a deputado federal.

O trabalho que Rui realiza, segundo aliados, não é apenas em defesa do governo como um todo e naturalmente pela reeleição de Jerônimo mas também para alavancar sua candidatura ao Senado e também a de Wagner, cujas dificuldades para se reeleger são debatidas abertamente entre os governistas. Seria uma forma de retribuição ao principal líder petista, apesar da mágoa pelo ataque que dirigiu à indicação de sua esposa, Aline Peixoto, ao cargo de conselheira do TCM.

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