O partido Novo anunciou ainda a apresentação de uma representação no Conselho de Ética do Senado pedindo o "afastamento imediato" do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) por omissão e abuso de poder. Além disso, disseram que enviarão uma notícia-crime na PGR (Procuradoria Geral da República) contra Moraes.
"O Senado, só ele, pode
cumprir esse dever perante a Constituição. Não o fez e agora estamos vendo
alguns ministros se sentindo completamente intocáveis", disse Girão. O
senador também defendeu a abertura imediata da CPI ou CPMI (Comissão
Parlamentar de Inquérito) do Banco Master e a prorrogação da CPMI do INSS.
O partido Novo anunciou ainda a
apresentação de uma representação no Conselho de Ética do Senado pedindo o
"afastamento imediato" do presidente do Senado Davi Alcolumbre
(União-AP) por omissão e abuso de poder. Além disso, disseram que enviarão uma
notícia-crime na PGR (Procuradoria Geral da República) contra Moraes.
De acordo com apuração do jornal O
Globo confirmada pela Folha, Vorcaro trocou mensagens com Alexandre de Moraes
no dia em que foi preso pela primeira vez, 17 de novembro. Nas conversas,
reveladas a partir de dados obtidos do celular de Vorcaro, o então banqueiro
narra negociações para tentar salvar o Master.
Duas vezes, Vorcaro cobra
atualizações de Moraes, sem especificar a qual assunto se refere. "Alguma
novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?", diz uma das mensagens,
enviada às 17h26, segundo a reportagem.
A Folha acessou imagem que mostra
que Moraes respondia às mensagens por meio de imagens que desaparecem
automaticamente após serem vistas (a chamada mensagem de visualização única).
Os textos são escritos no bloco de notas, depois transformados em print e
enviados no formato instantâneo.
Além disso, em diálogo com sua
namorada, a influenciadora Martha Graeff, o banqueiro também citou um encontro
que teve com o ministro em 19 de abril de 2025. Vorcaro disse que estava
"indo encontrar Alexandre [de] Moraes aqui perto de casa".
Em fevereiro, o Novo também
apresentou um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, à época
relator do Master no STF. Na ocasião, o líder da legenda na Câmara dos
Deputados Marcel Van Hattem (RS) afirmou que, se as autoridades não agirem por
determinação da lei, deveriam agir a partir da pressão social.
Toffoli deixou o caso após reunião
entre os ministros e o processo foi assumido por André Mendonça. Líderes de
partidos do centrão, entretanto, afirmaram à Folha que a demanda por
impeachment da oposição é isolada e não representa a demanda da maioria no
Congresso.
Questionado sobre se o Novo está se articulando politicamente para levar o pedido adiante apesar da resistência de outros líderes partidários, Girão disse que não poderia falar por outros partidos e cobrou pressão popular para que o tema seja levado adiante. Por Laura Scofield.

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