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quarta-feira, 4 de maio de 2022
Lições para promover uma revolução na educação pública brasileira.
Ensino público de educação básica, por que tão falho?
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Por que devemos falar mais sobre a saúde mental das mulheres
Prefeito Mário Alexandre e Soane Galvão entregam gripário na UPA da Conquista; unidade é referência em Ilhéus
//Saúde
Prefeito Mário Alexandre e Soane Galvão entregam gripário na UPA da Conquista; unidade é referência em Ilhéus

O equipamento de saúde vai funcionar na UPA e visa atender pacientes com sintomas gripais de leve a grave complexidade
- Redação de Pauta
- em 7/fev/2022
- , às 15:07 pm
O gripário de Ilhéus foi entregue na última 6ª feira (4.fevereiro) pelo prefeito Mário Alexandre, que visitou as instalações acompanhado de secretários (Soane Galvão e André Cezário) e vereadores. O equipamento de saúde vai funcionar na UPA (Unidade de Pronto Atendimento da Conquista) e visa atender pacientes com sintomas gripais de leve a grave complexidade.
O prefeito ressaltou a importância da abertura do centro de referência para garantir ampla assistência à população e diminuir a pressão sobre as unidades de saúde do município. “Mais um trabalho realizado para salvar a vida das pessoas. Com o apoio do Governo da Bahia, montamos o gripário, que conta com atendimento ambulatorial e toda assistência necessária para prestar um serviço de qualidade, com leitos de hidratação e semi-intensivos. Mais uma vez Ilhéus é referência em saúde para toda a nossa região”.
O gestor frisou ainda que os cuidados contra a Covid-19 precisam ser mantidos. A nova estrutura complementa a rede de urgência e emergência da cidade e presta assistência em regime de plantão 24 horas, dispondo de sala para medicação; hidratação; leitos de retaguarda, montados com monitores, ventiladores mecânicos e suporte de oxigênio intensivo; além da coleta diária de teste rápido e RT-PCR para detecção da Covid-19, no turno da manhã.
// Seções
//Saúde
Prefeito Mário Alexandre e Soane Galvão entregam gripário na UPA da Conquista; unidade é referência em Ilhéus

O equipamento de saúde vai funcionar na UPA e visa atender pacientes com sintomas gripais de leve a grave complexidade
- Redação de Pauta
- em 7/fev/2022
- , às 15:07 pm
O gripário de Ilhéus foi entregue na última 6ª feira (4.fevereiro) pelo prefeito Mário Alexandre, que visitou as instalações acompanhado de secretários (Soane Galvão e André Cezário) e vereadores. O equipamento de saúde vai funcionar na UPA (Unidade de Pronto Atendimento da Conquista) e visa atender pacientes com sintomas gripais de leve a grave complexidade.
O prefeito ressaltou a importância da abertura do centro de referência para garantir ampla assistência à população e diminuir a pressão sobre as unidades de saúde do município. “Mais um trabalho realizado para salvar a vida das pessoas. Com o apoio do Governo da Bahia, montamos o gripário, que conta com atendimento ambulatorial e toda assistência necessária para prestar um serviço de qualidade, com leitos de hidratação e semi-intensivos. Mais uma vez Ilhéus é referência em saúde para toda a nossa região”.
O gestor frisou ainda que os cuidados contra a Covid-19 precisam ser mantidos. A nova estrutura complementa a rede de urgência e emergência da cidade e presta assistência em regime de plantão 24 horas, dispondo de sala para medicação; hidratação; leitos de retaguarda, montados com monitores, ventiladores mecânicos e suporte de oxigênio intensivo; além da coleta diária de teste rápido e RT-PCR para detecção da Covid-19, no turno da manhã.

ONDE DEVO IR?
Pessoas que apresentarem sintomas gerais, excluindo o quadro respiratório, devem procurar o PA da Zona Sul e os hospitais conveniados ao SUS Hospital São José, COCI e Hospital Regional Costa do Cacau. Já as crianças com ou sem sintomas gripais devem se dirigir ao Pronto Socorro Pediátrico do Hospital Santa Dulce, antigo Hospital Vida Memorial.
Conforme a Secretaria de Saúde (Sesau), são considerados sintomas gripais de leves a graves: dor de cabeça, dor de garganta, coriza, tosse, dificuldade para respirar, pressão ou dor no tórax, febre alta e lábios azulados. Além da abertura do gripário e do avanço da vacinação, é essencial que a população mantenha as medidas de prevenção contra a Covid-19, com uso de máscara de proteção, higienização das mãos e distanciamento físico.
Fonte: Pauta blog
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Representatividade das mulheres na política.
Nos últimos anos, o Brasil vivenciou uma progressão no debate público em torno das questões femininas. Temas como assédio, aborto, maternidade e carreira, vem sendo discutidos amplamente na sociedade e ganhando espaço no cenário político. A luta pelo direito das mulheres vem progredindo não só no Brasil, mas em todo o mundo. Alguns avanços já foram conquistados nas última décadas, como o direito ao voto e o direito de serem eleitas. Porém, no que tange a representatividade das mulheres na política, esse debate ainda se encontra muito distante do desejado.
Muitas mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder, serem eleitas ou terem voz ativa nas tomadas de decisões políticas. Isso acontece devido à exclusão histórica das mulheres na política e que reverbera, até hoje, no nosso cenário de baixa representatividade feminina no governo.
Mulheres na política do Brasil
Segundo o Inter-Parliamentary Union, o Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina, ocupando o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres. No ranking, a nossa taxa é de aproximadamente 10 pontos percentuais a menos que a média global e está praticamente estabilizada desde a década de 1940. Isso indica que além de estarmos atrás de muitos países em relação à representatividade feminina, poucos avanços têm se apresentado nas últimas décadas.
Esse cenário se observa em todas as esfera do poder do Estado. Desde as câmaras dos vereadores até o Senado Federal, essa taxa de representatividade ainda permanece muito baixa, mesmo em um cenário no qual 51% dos eleitores são mulheres. O quadro abaixo, com dados de 2016, mostra como o número de mulheres na política é baixo no Brasil. Como você pode ver, naquele ano, apenas um cargo de governo estadual era ocupado por mulher, hoje a situação não é muito diferente, apenas dois governos estaduais não são governados por homens.
Diante desse quadro, percebe-se que as mulheres não têm alcançado as esferas de poder do Estado de maneira igualitária, o que as deixa à margem dos processos de elaboração das políticas públicas. Ou seja, as mulheres não se encontram devidamente representadas nesse sistema político vigente.
Embora existam cotas eleitorais (lei que assegura uma porcentagem mínima de 30% e máxima de 70% a participação de determinado gênero em qualquer processo eleitoral vigente) esse mecanismo pouco tem contribuído para melhorar a atuação e a chegada das mulheres aos cargos do governo brasileiro. Como dissemos anteriormente, o percentual de mulheres no poder permanece quase o mesmo desde 1940.
Além disso, muitas das candidatas que se inscrevem na lista de cotas partidárias são consideradas candidatas laranjas, ou seja, são mulheres que não têm interesse em pleitear um cargo político, estão ali só para cumprir o coeficiente necessário que os partidos devem ter para serem considerados legais no processo eleitoral. Algumas nem chegam a fazer campanha política e também não obtém votos qualificados.
Dessa forma, a aplicação das cotas vem sendo questionada em relação a sua eficácia no Brasil, pois confere a responsabilidade dos partidos para a promoção da paridade de gênero, mas não tem alcançado uma participação igualitária nos partidos.
Como melhorar a representação das mulheres na política?
Diante desse cenário, algumas ações foram tomadas com a finalidade de contribuir para a inclusão e a representatividade das mulheres no meio público. Uma das ações que merece destaque é a Plataforma 50-50 lançada pelo Instituto Patrícia Galvão (IPG) e o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades da Universidade de Brasília (Demode/UnB) para as eleições municipais. O principal objetivo do projeto é contribuir para uma maior igualdade entre homens e mulheres no processo eleitoral. Para isso, os candidatos e candidatas assumem compromissos com a igualdade de gênero. A iniciativa conta com a parceria do Tribunal Superior Eleitoral e da ONU Mulheres.
A Agenda 50-50 é um projeto que entende que as políticas públicas são primordiais para o exercício da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres. Por isso, é imprescindível que homens e mulheres possam participar e contribuir para a elaboração dessas políticas, e assim, construir uma cidade melhor, com mais representatividade para todos.
Embora nos últimos anos tenhamos progredido em alguns aspectos em relação às questões dos direitos das mulheres, percebemos que na atuação política, muito ainda precisa ser feito. A desejada igualdade de gênero está em progresso e ações afirmativas como a Plataforma 50-50 estimulam o debate e contribuem para que possamos reparar essa desigualdade construída historicamente.
Vale destacar ainda, que mesmo com a importância das iniciativas de ações afirmativas, essas não se configuram como meio e fins únicos para a viabilização de mais mulheres na política. Para isso, é necessário que os políticos, os partidos e o Estado se comprometam com uma agenda mais igualitária e que a sociedade civil consiga estimular e exigir uma mudança nesse cenário.
Referências do texto: confira aqui onde encontramos dados e informações!
BUENO, Juliana Moura. Ainda precisamos falar sobre as mulheres na política. 2017.
REZENDE, Daniela Leandro. Desafios à representação política de mulheres na Câmara dos Deputados. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 23, n. 3, p. 1199-1218, set. 2017
ROSSI, M. Brasil, a lanterna no ranking de participação de mulheres na política.
SENADO FEDERAL. + Mulheres na Política . Brasília: Procuradoria Especial da Mulheres.
por: karoline Florentino
A saúde da beleza é violência de gênero
Abdominoplastia para reduzir as gorduras do abdômen; Mini lifting facial para rejuvenescimento facial; Lipoaspiração para eliminar gorduras localizadas; Mamoplastia de aumento ou redutora dos seios; Blefaroplastia para rejuvenescer a aparência das pálpebras; Rinoplastia para corrigir a aparência no nariz, Otoplastia para as orelhas; Frontoplastia para remodelar a testa; Gluteoplastia para aumentar o tamanho do bumbum; Botox para rugas, marcas de expressão, sombrancelhas; Bioplastia para aumento de lábios, queixo, mandíbula, maçãs do rosto; Braquioplastia para eliminar flacidez ou pele da região do braço, Rejuvenescimento das mãos a laser ou cirúrgica; Ninfoplastia ou labioplastia cirurgia para retirada ou enchimento nos grandes lábios e de aparência da vagina; Rejuvenescimento Vaginal para o canal da vaginal ser mais apertado e estreito, etc, etc, etc…. Poderia preencher páginas e páginas com nomes de procedimentos estéticos aqui… e, inclusive acho que exagerei, mas essa introdução é apenas uma ilustração dos inúmeros procedimentos da Saúde Estética em nome da beleza existentes para o público majoritariamente Mulheres.
Essas são algumas intervenções cirúrgicas propostas pela medicina para a “saúde” e beleza da mulher no nosso país e no mundo, hoje em nome da “autoestima” e “saúde” você pode mudar qualquer parte do seu corpo, claro que se tiver como bancar, será mais rápido e seguro, já que esses procedimentos costumam ser caros e quem acaba consumindo é a classe média, alta do país. Contudo, muitas mulheres pobres impulsionadas pela mídia da beleza e da saúde como estética, acabam buscando essas intervenções com ofertas mais populares, em outros países sempre com o slogan de milagres, mas nem sempre tem o resultado desejado que viu na celebridade no Instagram, pior ainda quando termina em morte.
Segundo a Sociedade internacional de Cirurgia Plástica Estética – ISAPS, o Brasil em 2018 fez 1.498.327 cirurgias estéticas, somos hoje o país com mais procedimentos estéticos do mundo, seguido pelos Estados Unidos, Alemanha e Itália. Segundo o estudo, 87.4% dos pacientes no mundo todo, são as mulheres que mais buscam pelos procedimentos estéticos.
Uma pesquisa de doutorado da UNIFESP, defendida em 2017, antes desses dados serem divulgados pelo ISAPS, apresentou que “mais de 90% das certidões de óbito de pessoas que faleceram após passarem por lipoaspiração não trazem informações precisas. O preenchimento incorreto dificulta estabelecer a real causa da morte.”
Os dados fazem parte da tese de doutorado de Di Santis, defendida no Programa de Pós-Graduação em Saúde, baseada em evidências, na Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) – Campus São Paulo. O trabalho reacendeu, entre os especialistas, um antigo debate para a criação de um projeto de lei que torne obrigatória a notificação de casos de complicações e mortes por lipoaspiração em todo o território nacional.
O pesquisador Érico Pampado Di Santis explica em sua tese que falta informações precisas sobre a causa de mortes nesses procedimentos estéticos e que 98% das vítimas são mulheres.
A beleza do corpo, especialmente o feminino, é regulamentada por uma norma rígida e única: a magreza. Não existe alternativa legítima a esse modelo. Impossível realmente imaginar uma pin-up, uma estrela, uma top model, enfim, que não corresponda ao imperativo da magreza absoluta. É o modelo da hipermagreza. A moda tornou-se mais tolerante. A beleza, ao contrário, tornou-se mais despótica, autoritária e inflexível. A proliferação de imagens – cinema, televisão, fotos, publicidade – reforça o modelo dominante e castiga qualquer divergência. A consequência disso é a hiperdimensão tomada pelas dietas, pelas academias de ginástica e pelas cirurgias plásticas. Ser magro é um imperativo categórico. Toda infração à norma é malvista e criticada. (LIPOVETSKY, 2016, p.12).
Vale tudo para alcançar esse corpo construído continuamente como aquele que é sinônimo de felicidade, beleza, saúde. Conquistar esse corpo magro, enaltecido socialmente, é um tipo de status e, para lograr essa conquista, como um prêmio, vale qualquer coisa.
Nosso corpo é considerado um portfólio de apresentação, define quem somos ao outro, que nos julga através do que vê. Sendo assim, emagrecer é um imperativo central na vida da maioria das mulheres, com motivação estética e do discurso vigente de saúde.
O mercado do emagrecimento lucra com um exército industrial para atender à ordem de ter um corpo magro e malhado, são chás, shakes, pílulas, programas, dietas e receitas milagrosas que prometem resultados rápidos e sem consequências para a saúde, mas que não cumprem o que garantem.
A discussão do emagrecimento, das dietas e dos produtos para alcançar um corpo com saúde saiu dos consultórios e laboratórios e ocupou o cotidiano das pessoas. Em todos os espaços sociais existem conversas sobre receitas e controles sobre o corpo, destacando-se como atingir isso rapidamente. (JIMENEZ-JIMENEZ, 2020, p. 119)
O mercado do emagrecimento apoia-se na mídia e boca a boca, e as matérias sensacionalistas que vemos sobre a epidemia da obesidade colaboram para essa busca frenética e, consequentemente, a venda de produtos que deixem o corpo menor, magro, firme, branco, atrativo, etc.
A saúde da beleza é violência de gênero, porque em nome da saúde e da imposição desde pequenas em todas as instituições que frequentamos é exigido, ensinado e impulsionado o consumo de uma construção de corpo “perfeito” sem a verdadeira seriedade e riscos que todos esses procedimentos acarretam como violência na mulher.
Dormir com fome, ter muitas dores nas cicatrizações das cirurgias, malhar até a exaustação, etc… são alguns exemplos corriqueiros que a maioria das mulheres já experimentaram para alcançarem o corpo que nos vendem como saudável, feliz e belo… isso é violência de gênero também!
Para Consultar
– DI SANTIS, Érico Pampado. Mortes relacionadas à lipoaspiração no Brasil entre 1987 e 2015. 2017. 215 f. Tese (Doutorado em Ciências) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2017.
– Sociedade internacional de Cirurgia Plástica Estética. Disponível em: https://www.isaps.org/pt/
– JIMENEZ-JIMENEZ, Luisa, Maria. Por que a BELEZA é tão importante para as MULHERES? 2018. (Blog/Facebook). Disponível em: https://www.todasfridas.com.br/2018/11/12/por-que-a-beleza-e-tao-importante-para-as-mulheres/
– JIMENEZ-JIMENEZ, Luisa, Maria. Lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos. 2020. Doutorado (Programa de Pós Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea – ECCO) – Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. Cuiabá, MT, Brasil. Disponível em: http://lutecomoumagorda.home.blog/tese-de-doutorado-lute-como-uma-gorda-gordofobias-resistencias-e-ativismos/
– WOLF, Naomi. O mito da beleza: Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.
por: Malu Jimenez | Todas Fridas






