Um crime seguido de duas tragédias chocou a classe média alta do Rio de Janeiro e gerou repercussão nacional. Após não suportar a falência da família, o engenheiro Waldo de Carvalho Wunder, de 57 anos, matou a esposa, Paulette Kahane, de 48 anos, e as filhas, Carolina, de 19 anos, e Mariana, de 14 anos.
A tragédia aconteceu na Barra da Tijuca, bairro de
classe média alta do Rio de Janeiro, em 2003. Antes da tragédia, ele foi
sequestrado e viu a falência de suas empresas. Na madrugada de 27 de maio de
2003, na cobertura onde a família vivia, com um total de 18 disparos, Waldo
matou a esposa e as filhas enquanto elas dormiam, de acordo com o jornal Folha
de SP.
Apesar de nada justificar um assassinato, o
engenheiro não superava a falencia de seus negócios, o que dificultava o
convívio familiar. Carolina era estudante de odontologia na Universidade
Estácio de Sá e Mariana estava na 8ª série do Colégio Carolina Patrício, uma
escola cara, localizada na zona sul da cidade.
Na década de 1990, o empresário viu sua indústria de
tintas falir. Em seguida, decidiu investir em uma franquia de uma grife
paulistana de roupas femininas, mas precisou fechar a loja menos de um ano depois.
As dívidas ficaram próximas a R$ 1 milhão, e Wunder respondia na Justiça a
processos de cobranças, de acordo com a revista J.P.
Oito anos antes do crime, Wunder foi sequestrado, e
ficou 15 dias preso em um cativeiro na Favela da Rocinha, em São Conrado,
durante 15 dias. O empresário foi torturado, recebeu pancadas e, mesmo depois
de solto, continuou sendo ameaçado, o que o levou a adquirir armas para
proteger a família.
Por causa do sequestro, Paulette teve que vender uma loja no Fashion Mall, shopping center do Rio de Janeiro, seis meses antes de ser morta pelo esposo.
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