O julgamento dos réus acusados de matar o prefeito de Itagimirim, Rielson Lima, foi adiado. O tribunal do júri aconteceria nesta segunda-feira (6), no Fórum de Eunápolis, 12 anos após o crime. O então gestor foi assassinado em 29 de julho de 2014, dentro de um bar em Itagimirim. Os réus são o vice-prefeito, o irmão dele e outro homem.
O tribunal do júri foi suspenso após
pedido de novas diligências pela defesa dos acusados. A nova data ainda não foi
divulgada. O banco dos réus é formado por Rogério Andrade de Oliveira,
ex-prefeito da cidade e vice da vítima, Sandro Andrade de Oliveira, irmão de
Rogério, e Jaimilton Neves Lopes. A denúncia contra o trio foi apresentada pelo
Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) em outubro de 2020.
Segundo a denúncia, Jaimilton Neves
executou o prefeito a tiros, dentro de um bar em Itagimirim, por volta das
18h30 de 29 de julho de 2014. Ele teria cometido o crime a mando dos irmãos
Rogério e Santo. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Rielson
Lima era filiado ao então PMDB na época em que foi assassinado.
As investigações revelaram que a vítima
e o denunciado Rogério, quando formaram uma chapa para concorrerem aos cargos
de prefeito e vice-prefeito de Itagimirim, nas eleições de 2012, contraíram
diversos empréstimos. Os valores teriam sido emprestados por amigos íntimos de
Rogério, que ficou responsável pela dívida, tendo Rielson como seu avalista.
Já no cargo de prefeito, Rielson Lima
teria se recusado a desviar recursos públicos para quitar a dívida, que estava
ainda maior. Outro desentendimento entre ambos, referente à aprovação do
orçamento municipal pela Câmara dos Vereadores levou Rogério, então vice, a
romper com o prefeito publicamente, sendo assim todos os seus indicados
exonerados de cargos públicos na Prefeitura. De acordo com o promotor de
Justiça Helber Luiz Batista, as dívidas e o rompimento político foram os
motivos do crime.
“De posse do cargo de prefeito, Rogério teria acesso aos cofres públicos para quitar a dívida e viria a nomear seu irmão para o cargo de secretário municipal”, detalhou o promotor na denúncia. Para executar seu plano, Rogério simulou uma reconciliação política com o então prefeito e, juntamente com seu irmão, contataram Jaimilton para executar o crime. Por Maysa Polcri.
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