O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) ingressou com uma ação popular no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), na 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, para impedir o curso de medicina em Cuba custeado pelo governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
A
iniciativa do parlamentar ocorre após a publicação, pela Secretaria de Saúde da
Bahia (Sesab), do edital que prevê o investimento de R$ 21.584.142,90 (cerca de
R$ 21,5 milhões) para financiar os estudos de 60 alunos baianos de baixa renda
na Escola Latino-Americana de Medicina (Elam), localizada em Havana. O valor
será pago ao governo cubano e dividido em parcelas anuais ao longo dos seis anos
e meio de duração do curso.
O
montante corresponde, em média, a R$ 360 mil por estudante, cobrindo matrícula,
hospedagem, alimentação e bolsa de estudos. O edital, publicado na última
terça-feira (11), dá preferência a candidatos residentes na zona rural da
Bahia.
Nas
redes sociais, Alden afirmou que o programa repete um “manual ideológico” e
criticou o envio de recursos públicos ao governo cubano. “É a Bahia repetindo o
manual da esquerda, mandar dinheiro para ditaduras amigas, enquanto o povo fica
na fila da morte. Pense no absurdo, a Bahia tem precedentes. O governo do
estado fará investimento de 21 milhões de reais para custear os estudos de 61
alunos baianos de baixa renda na escola latino-americana de medicina em Cuba,
um valor sendo pago ao governo cubano”, declarou.
O
deputado argumentou que o investimento deveria ser direcionado ao
fortalecimento do ensino médico dentro do estado. “Enquanto faltam médicos,
faltam remédios e sobra violência na Bahia, o governo prefere investir em
intercâmbio ideológico e não em saúde aqui dentro do nosso próprio Estado. A
pergunta é: por que justamente em Cuba? Por que não investir 21 milhões de
reais em vagas aqui dentro do nosso próprio Estado? Por que não fortalecer as
nossas universidades?”, questionou.
Alden
também criticou critérios de seleção previstos no edital, como a exigência de
carta de recomendação de movimentos sociais. “O objetivo não é formar médicos,
é formar militantes. O edital exige carta de recomendação de movimentos
sociais, ou seja, não basta ser pobre, talentoso e esforçado, tem que ter
padrinho ideológico”, afirmou.
O parlamentar disse ainda que acionará órgãos de controle e o Ministério Público para pedir a nulidade do edital. “Estarei encaminhando ofício formal à Secretaria da Saúde do Estado, à UNEB e aos órgãos de controle, solicitando explicações imediatas sobre esse convênio e requerendo a nulidade deste edital. R$ 360 mil por aluno, tudo pago à ditadura cubana. É o turismo ideológico bancado com o dinheiro do nosso povo. A Bahia precisa de médicos aqui, não de militantes treinados fora”, concluiu.

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